Como identificar juros abusivos no seu contrato bancário
Nem todo contrato bancário respeita a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central. Saiba o que verificar antes de qualquer negociação.
6 min de leitura · Lincoln Costa — OAB/PR 95.403

A primeira pergunta que todo empresário deveria fazer ao assinar um contrato bancário é simples: a taxa que estou pagando está dentro da média praticada pelo mercado? A resposta, em uma quantidade enorme de operações, é não.
O Banco Central publica diariamente a taxa média de juros por modalidade — capital de giro, conta garantida, desconto de duplicatas, financiamento de veículos, crédito rural. Esse é o primeiro parâmetro objetivo de comparação. Quando o contrato cobra significativamente acima dessa média, sem justificativa técnica, há espaço concreto para contestação.
Mas o juro nominal é apenas a ponta do iceberg. Tarifas embutidas, seguros casados, IOF mal calculado, capitalização indevida e encargos de inadimplemento desproporcionais elevam o custo efetivo total a patamares muito acima do que aparece na proposta comercial. É no Custo Efetivo Total (CET) que mora o problema — e é nele que a análise técnica precisa focar.
Antes de iniciar qualquer renegociação, é fundamental ter um diagnóstico jurídico-financeiro do contrato. Negociar sem saber exatamente o que pode ser contestado é entregar ao banco o controle da conversa.
Análise Estratégica
Seu contrato bancário pode ter os mesmos pontos descritos neste artigo.
Agende uma análise estratégica e descubra se há passivo oculto, garantias desproporcionais ou cláusulas contestáveis no seu caso.
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